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sábado, 17 de setembro de 2011

FILHO: DEFINIÇÃO DE SARAMAGO

FILHO

Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem.
Isso mesmo!
Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente, da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.
Perder? Como?
Não é nosso, recordam-se?
Foi apenas um empréstimo!


José Saramago

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Como ser uma modelo de sucesso

Costanza Pascolato, Milly Lacombe



Virar uma celebridade, desfilando nas passarelas, ter sucesso e dinheiro. Em tempos de valorização da imagem e da conquista de status na sociedade, é este o sonho da maioria absoluta das meninas brasileiras. Percebendo esse fenômeno, a consultora de moda Costanza Pascolato decidiu escrever Como Ser uma Modelo de Sucesso, segundo livro que assina, no qual faz um Raio-X do mundo da moda e, por meio de dicas simples - em forma de guia - explica os prós e contras da carreira que hoje supera de longe antigos sonhos profissionais, como o do magistério, da advocacia, e até da medicina.




Para executar a quatro mãos a tarefa, Costanza convidou a jornalista Milly Lacombe. Juntas desenvolveram uma pesquisa intensa, com o objetivo de contar um pouco sobre a trajetória das principais modelos brasileiras no Brasil e no exterior. Fazendo uma analogia entre a exposição da imagem e do corpo a uma peça de roupa na vitrine, a especialista dá dicas de como enfrentar a maratona de castings e desfiles, e ainda manter a cabeça em ordem.

Preocupada com a conservação do equilíbrio psicológico das meninas, Constanza dedica vários capítulos do livro para detalhar as mudanças na vida de uma modelo novata. Ela aborda desde a relação com a família, até a aceitação do sucesso ou do fracasso, passando pela conclusão (ou não) dos estudos, e a vida solitária em outra cidade ou país.



Para realizar o livro que inaugurou a Jaboticaba, além de Constanza e Milly, a dupla de editores Alessandra Blocker e Ruy Galvão escalou um time de experts no assunto como o fotógrafo J.R. Duran, a modelo Luiza Brunet, o produtor Paulo Borges, a styling Chiara Gadaleta.

Editora Jaboticaba

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

SER FELIZ OU TER RAZÃO?

SER FELIZ OU TER RAZÃO?

Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro. Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber: - Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais... E ela diz: - Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.
Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!


MORAL DA HISTÓRIA

Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência: 'Quero ser feliz ou ter razão?
Outro pensamento parecido, diz o seguinte: "Nunca se justifique; os amigos não precisam e os inimigos não acreditam".
Passe este e-mail aos seus amigos, para ver se o mundo melhora

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

''Ame e dê vexame''

Trecho do livro ''Ame e dê vexame'' - Roberto Freire

Preso ao conceito clássico e autoritário de que o amor é uma relação de troca complementar, ou seja, sistema de vasos comunicantes, eu deveria amar mais a pessoa que suprisse minhas carências pessoais em todos os planos, ficando, assim, atada indissoluvelmente a idéia de atração, amor e complementação `a de gratidão e dependência.

A idéia de que amar podia ser coisa completamente diferente deixou-me tão perplexo e apavorado porque, dentro do código de ética e de normalidade que regula a forma clássica de amar, qualquer violação dos limites de cada uma dessas maneiras adjetivadas de amar é punida com classificação de tipo pejorativa, marginalizante e alienante, podendo até ser caracterizadas como perversões patológicas ou transgressões criminosas.

Acho que consegui exemplificar bem essa situação num de meus romances, quando um jovem pede amor a um homem maduro, amor substantivo que ele, jovem, sabe exprimir e comunicar de forma nua e crua, porque é um protomutante, é uma pessoa que nasceu do futuro e não conhecia as normas de amar vindas do passado. Então, o homem maduro, atraído e fascinado pela originalidade e beleza do jovem, mas em pânico e preso aos preconceitos de sua formação burguesa, comportava-se assim, no diálogo com o rapaz, que naquele instante lhe pedia proteção:

— Proteger como?

― Com o teu amor.

― Meu amor?

Trecho do livro ''Ame e dê vexame'' - Roberto Freire

― O teu amor por mim... o teu amor pelo meu amor por você!
Nos olhávamos de frente, tensos os dois. Eu estava perplexo e indignado. Amor? Amor por um menino? Amor de pai? Amor de amigo? Amor de irmão? Amor de amante? Eu pensava e exprimia as interrogações em palavras orais. Ele não respondeu a nenhuma.

― Por que você não responde?

― Porque eu não sei, porque eu não quero nenhum desses tipos de amor de que você falou!

― E o que você quer, então?

― Esse aí...

E tocou meu peito com a ponta do dedo. Relaxou a tensão nele. Sorriu e continuou tocando meu peito com a ponta do dedo.

―Todo esse aí...

Queria mostrar com esse diálogo ficcional o que considero mais importante para se alcançar o amor libertário. Quando não se consegue amar com o amor semente, tem-se sempre muita dificuldade em aceitar que o amor vive de uma só e única energia que materializa esse sentimento de forma natural. Acabamos, assim, por nos perder e desorientar em face das formas variadas com que socialmente ele se apresenta como raiz, como caule, como folhas, como flores e como frutos. Os anarquistas aprendem a amar mais a possibilidade de amar que o próprio amor e os nossos objetos de amor. Possibilidade de amar, em anarquismo somático, significa liberdade.

Para sermos o que realmente somos, só possuímos um indicador: o prazer deviver. E ninguém vai negar ser o amor o melhor prazer e o mais seguro indicador de nossos caminhos. Entretanto, para conhecê-lo é preciso amá-lo, é necessário deixá-lo ser o que ele é, impulsionado por mecanismos genéticos originais e conduzidos por nossas opções livres e prazerosas.

Os nossos problemas para viver o amor de forma integral e natural não são dificuldades de natureza afetiva, mas sim libertária. Portanto, nada temos a temer do amor, pois ele está sempre em nós, inteiro e pronto para ser vivido quando for chegado o momento. Uma vez liberto, ele nos fará amar tão satisfatória e naturalmente como respiramos, procriamos, nascemos e morremos. O que geralmente nos falta é a coragem de exercer a necessária liberdade para isso."

terça-feira, 6 de setembro de 2011

CRIE BONS MOMENTOS PARA SI MESMO

Bruno Krug


Todos os seres humanos possuem dentro de si um desejo de buscar o prazer e de fugir da dor, salvo pessoas com algum problema mais sério. Do mesmo modo, todos nós vivenciamos momentos bons e ruins no decorrer da nossa vida, o que é um fato natural.

Entretanto, mesmo desejando viver uma vida mais plena e feliz, a maioria das pessoas deixa isto ao acaso da vida, nas mãos de Deus e do destino, ao invés de assumir a responsabilidade de comandar as rédeas do próprio destino, ou ao menos do que é possível fazer em relação a ela.

Ficamos esperando que os acasos da vida nos dêem a oportunidade de virmos a viver bons momentos, o que com certeza acontece para todos. Entretanto, acredito que esta atitude de ficarmos esperando "acontecer" momentos felizes em nossa vida, é uma atitude muito pobre e cômoda de nossa parte.

MOMENTOS MAUS

Quando nós vivenciamos momentos difíceis em nossa vida, como por exemplo as situações de conflito, de sofrimento, tristeza ou isolamento, sentimos grande falta de disposição, de prazer e vitalidade. Nestes momentos difíceis, sentimos não só um estado de maior solidão, como também de energia e de disposição.

Às vezes também sofremos por vivermos pequenos conflitos com uma constância muito grande, quer sejam eles reais ou imaginários. Neste clima de conflito e tristeza, a pessoa vai deixando de sentir alegria, amor e prazer. Nestes momentos podemos até ter bons motivos para sentir alegria, mas já não conseguimos mais desfrutá-la, e nem sabemos apreciar com mais intensidade as coisas boas que possuímos. Deste modo sua vida fica completamente sem graça e nos parece não ter nenhum sentido e valor.

MOMENTOS BONS

Se por um lado os maus momentos que passamos geram sofrimento e desprazer pela vida, pelas pessoas e por nós próprios, o oposto deles, ou seja, os "momentos de prazer" produzem exatamente o oposto. Estes momentos agradáveis carregam as nossas baterias psíquicas, nos dão ânimo, entusiasmo e vitalidade, tanto para o corpo como para a mente. São aquelas vivências de alegria, de dar e receber carinho e amor, de realizar alguma coisa importante ou útil, para nós ou para os demais. Estes momentos geram dentro de nós o prazer, a felicidade, o bem-estar e a alegria de viver, dando-nos motivos para vivermos e seguir em frente. Precisamos deles, como o nosso corpo precisa dos alimentos para viver.



então...

...CULTIVE BONS MOMENTOS PARA SI MESMO

Portanto, esteja receptivo aos bons momentos que a vida lhe dá, mas principalmente, torne-se você mesmo o responsável por "criar bons momentos para si mesmo e para os outros", fazendo coisas que lhe dêem prazer e encantamento. Assuma você mesmo a liberdade e a responsabilidade de escolha que a vida lhe deu, e a partir de agora comece a tornar sua vida muito mais prazerosa e feliz.

Viva sua vida de tal maneira que sempre exista tempo para o divertimento sadio e prazeroso. Alegre a vida dos demais e dê a si mesmo o direito de brincar, de rir e de divertir-se, pois assim permanecerá mais tranqüilo e jovem, e todos terão mais prazer em sua companhia.

COMO FAZER?

Pense em atividades que lhe dão alegria e prazer, e procure se dar um tempo para realizá-las. Se você gosta de esportes e jogos, então dê um jeito de ter tempo para eles e pratique-os com freqüência. Se você gosta de teatro, cinema, atividades artísticas em geral, então vá assistir espetáculos, ou até mesmo participe dos mesmos. Promova encontros com seus bons amigos, visite pessoas alegres, passeie em lugares bonitos, tire boas férias, divirta-se, brinque, ame, ria e viva com muito prazer.

Ou seja, descubra o que lhe dá prazer e satisfação, quais as atividades e situações que lhe tornam mais feliz e responsabilize a si mesmo no sentido de criar estes bons momentos para sua vida. Vale tudo: artesanato, massagens, teatro, jantares, jogos, esportes, leituras, debates, viagens, paquera e tudo o mais que deixa você feliz. Divirta-se e viva melhor, pois com certeza você merece.

A única coisa que você não deve fazer é apenas ficar esperando que os bons momentos aconteçam. De hoje em diante você vai fazer com que eles aconteçam todos os dias em sua vida.

DICA PRÁTICA: FAÇA UMA LISTA DE PRAZER - Escreva uma lista com diversas atividades que lhe dão prazer, e procure se dar ao menos 3 prazeres por dia. Com certeza seu ânimo e sua energia vão aumentar, e você passará a sentir mais alegria, contentamento e felicidade.

Bruno Krug – Consultor Empresarial e Palestrante Motivacional

contato@brunokrug.com.br

Excellence Escola de Negócios

A excelência das empresas está atrelada à excelência das pessoas

Santo Ângelo ( 55 ) 3312-5477



www.brunokrug.com.br

domingo, 4 de setembro de 2011

Clarice Lispector

Saudades

Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...

para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

IMPERDÍVEL...

Depois de ouvirmos em diferentes ocasiões, ultimamente, o Hino Nacional interpretado modernamente e de forma pífia –em abertura de Pans e com cantoras de axé - vimos no encerramento dos Jogos Mundiais Militares, no Engenhão, uma abertura maravilhosa, uma interpretação emocionante.

Wagner Tiso, Arthur Moreira Lima, João Carlos de Assis Brasil, Nelson Ayres, Amilton Godoy e Antonio Adolfo tocando juntos ao piano .


Vale ver, rever.

BRAVO!!!!