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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

RELACIONAMENTOS


 Arnaldo Jabor

Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah, terminei o namoro...
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo...
- Cinco anos.... que pena... acabou...
- é... não deu certo...
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer.
Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.
Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?
O legal é alguém que está com você, só por você. E vice-versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós.
Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar... ou se apaixonar... ou se culpar...
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ???"

domingo, 14 de outubro de 2012

Ótimo por um átimo

Texto e foto de Valéria del Cueto

A vida é assim. Conduz a gente. Claro que há espaço para uma substancial colaboração no conjunto da obra. Mas, na hora do vamos ver, pode ter certeza: ela dá o seu pitaco e vira o jogo.
Quer um exemplo?
Cheguei numa praia repleta de atrações fotografáveis. De longe, procurei com o olhar o rumo do meu prumo, a Ponta do Leme. E lá, na Pedra, vejo que começaram a dar o ar da graça as florezinhas amarelas que recobrem as copas das árvores do perfil do morro por um curto espaço de tempo, um quase agora. É a florada dos Ipês.
De longe saco a máquina fotográfica. Cheia de gás e inspiração constato que não só as alterações da paisagem - mas o entorno como um todo - pedem um registro cuidadoso. Sinto-me leve. É a hora!
Começo num plano médio. Vou para o detalhe, pegando a bandeira que tremula no Forte Duque de Caxias e as flores, abro para um geralzão e...
A vida intervém. Poderia dizer, inclusive, que de forma muito antidemocrática. Lá se vão as baterias da câmera. Mais arriadas que pneu em caixa prego.
O que fazer com as bandeiras coloridas dos quiosques, as pipas, o tabuleiro de cuscuz, a leitora distraída? Sem falar no sol, na praia e nas ondas arrojadas que enchem o mar de surfistas.
A vida impõe. Quem pode, responde. Capto o sentido da restrição. Puramente fotográfica, ela não se estende à literatura.
Por isso estou aqui, olhando de dentro dos meus olhos para esse marzão adentro e desafiando minha capacidade de narradora para descrever, mais uma vez, o meu lugar. Meu e de muita gente que venho descobrindo através desse Sem Fim... de histórias que me seduziu. E de quem hoje sou uma escrava feliz que surfa pelas palavras tentando capturar o sentido das ondas por onde deslizam e evoluem homens e pranchas a minha praia.
Pensa que é fácil? Olha e escrever ao mesmo tempo é PHoda. Uma briga incessante. Dois polos te atraem ao mesmo tempo. Aqui, as frases e parágrafos exigem a sua atenção e rapidez, antes que passem batidas, engolidas pela velocidade dos pensamentos que, em décimos de segundos se projetam impacientes num passeio mental vertiginoso.
Lá, aí, lá. Lá é cá, no mar. Também um ciclo de imagens e manobras únicas que, a mim, seduzem desde a formação distante das ondulações que se revelarão boas ou más para a prática do surf, bodyboard e/ou do jacaré, o de peito. Até o momento em que a última espuma da antes poderosa força da natureza se espraia, lambendo preguiçosamente as areias do Leme.
Para mim, onda é um resumo da vida e mar uma síntese dos ciclos existenciais. Como um I Ching natural, aparentemente simples, porém tão complexo quanto os meandros mais profundos do oráculo chinês.
Mobilidade, volatilidade e instantaneidade. Assim são as ondas, movidas de acordo com o humor das correntes, das luas, dos ventos...
É atento a todos esses elementos que se joga na água o atleta. Na busca da sintonia com o mar. O desafio é a integração, por que dela vai depender a capacidade de ousar e criar suas manobras.
O sol, que brilhou até agorinha está se escondendo encoberto por nuvens desanimadoras. Mas como? Ainda não falei das roupas de neoprene penduradas na barraca para secarem. Nem mencionei minha paixão de sempre, as peladas na beira da praia...
É a vida, mais uma bateria que se esgota. Assim como o espaço dessa crônica, a única ditadura imposta pelos meus amados editores para os meus voos literários. Até a próxima!

*Valéria del Cueto é jornalista, cineasta e gestora de carnaval. Esta crônica faz parte da série “Ponta do Leme” do SEM FIM. delcueto.cia@gmail.com 

domingo, 23 de setembro de 2012

O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA



Texto de Luiz Antônio Simas

Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto.
Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada".

Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha.
Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?

É Villa Lobos, cacete!

Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.

Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.

Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil.
Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.

Dia desses alguém [não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda] foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias o u coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.

Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado ? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.

Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de deficiente vertical . O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente. A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.

Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.

O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra putaqueopariu e o centroavante pereba tomar no olho do cu, cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.

Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".

Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não.
Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do pé junto.

Abraços,
Luiz Antônio Simas

(Mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História do ensino médio).

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Tudo ótimo

Texto e foto de Valéria del Cueto

- Bom dia, como vai, senhora? – (essa senhora sou eu).
- Tudo ótimo – respondo sorrindo ao pensar que não reparei o momento exato em que virei “senhora”.
- Nossa, que coisa incrível – diz a atendente do balcão da padaria. – Que milagre! – Exclama com um sincero “ar” de surpresa.
- Como assim? – pergunto intrigada com sua reação - Não entendi...
- Me desculpa, dona, acontece que nunca ninguém respondeu com um “tudo ótimo” ao meu bom dia – explica a moça enquanto para de esfregar furiosamente a superfície do balcão. Seus olhos brilham tão úmidos quanto pano que ela tem nas mãos.
E eu, que na noite anterior havia sido despachada do bonde que me trouxe à Florianópolis, abro o meu mais caloroso e especial sorriso. Era isso ou tê-la que ajudar o balcão inundado de nossas ameaçantes lágrimas.
Como não estaria tudo ótimo? Na véspera, ao sair pela última vez do local em que trabalhei arduamente, em média 12 horas por dia, desde que aqui cheguei (campanha é assim mesmo) uma ENORME lua cheia desenhava o contorno de uma das montanhas da Ilha da Magia, enchendo o céu quase claro de feitiço noturno.
Foi com ela me guiando que, pela primeira vez, pude entrar num maravilhoso restaurante a beira mar onde um filho de Oxalá se apresentou e me abrigou com uma conversa tão deliciosa quanto o gnocchi da fortuna que saboreei com um dia de atraso, “firmando” e pensando na simpatia que é de lei na casa da minha avó.
A conversa, embalada por uma garrafa de um excelente vinho português, de matar de inveja minha maninha Maria Lima, fluiu gostosa. Como aquelas que temos com velhos amigos que se reencontram mesmo sem nunca terem se visto anteriormente. Cercada de atenção e carinho por Andrade, o encarregado de nos levar pelos caminhos das delícias do restaurante Macarronada Italiana.
Quando abri a janela, na manhã seguinte, o sol, que há dias andava de castigo encoberto por pesadas nuvens que traziam as chuvas e um frio de bater os dentes, daqueles que penetram até pelos pespontos da costura lateral da calça jeans, resplandecia abusado. Aquecendo meu corpo ele me intimava a um esforço extra para, ao menos, tirar dois dias de folga antes de rodar a roleta e jogar a bolinha que definirá meu próximo pouso.
Foi assim que cheguei ao pão com queijo na chapa e ao expresso duplo que me levou ao “tudo ótimo”.
Enquanto tomo o café e conto um conto pra você, fiel leitor(a) e confidente, ouço o toque do celular que interrompe e quebra minha concentração.
A voz que escuto vem de longe, bem de longe. Vem do Rio. É minha mãe que, atendendo a um pedido meio impossível, passa o telefone para Dona Ena. Minha avó, minha madrinha, minha mais antiga e mais querida amiga. O amor incondicional da minha vida.
Ela, que está no hospital, quase tão perto de Deus quanto de nós, que tanto a amamos, me chama de “Maria Valéria” e diz que me ama muito. Como sempre. Muitas vezes. Pedindo pra que eu me cuide, diz baixinho outras palavras carinhosas enquanto, tentando disfarçar a voz, sinto as lágrimas do “tudo ótimo” querendo deslizar pelo meu rosto. Ali, em plena padaria do posto de gasolina. Sei que ela vai sair dessa! Tenho fé e rezo para isso.
Não sei como está a sua vida, querido leitor, mas para mim, ainda que triste, ela sorri. E se alguém me perguntar, mesmo que só por gentileza, como estou, a resposta, você já sabe: Está tudo ótimo! E com você?
PS A minha foto de hoje é um ato. Feche os olhos e imagine quem está nesse retrato.
*Valéria del Cueto é acima de tudo, uma neta amorosa e apaixonada. Esta crônica faz parte da série “Parador Cuyabano” do SEM FIM. delcueto.cia@gmail.com

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Café X Saúde


Segundo um novo estudo, algumas xícaras de café por dia podem manter a tristeza longe, pelo menos para as mulheres.
Mulheres que bebem café (com cafeína) são menos propensas à depressão, e quanto mais elas bebem, mais o risco de depressão cai.
O estudo incluiu mais de 50.000 mulheres com idades entre 30 e 55 anos que periodicamente preencheram pesquisas sobre seu consumo de café e saúde.
Nenhuma das mulheres tinha sintomas de depressão ou histórico de depressão no início do estudo, mas durante os próximos 10 anos, cerca de 5% receberam um diagnóstico de depressão ou começaram a tomar medicação antidepressiva.
Comparado com mulheres que bebiam pouco ou nenhum café, aquelas que em média tomavam duas a três xícaras por dia tinham 15% menos chances de desenvolver depressão.
Há uma indicação muito forte de que há um relacionamento entre cafeína e depressão, mas isso não significa que o café vai parar a depressão. Os cientistas precisam de hipóteses para o mecanismo no trabalho, e estudar mais a fundo o que está acontecendo.
O café pode ajudar na prevenção de muitas doenças.
Uma xícara de café possui mais anti oxidantes do que um copo de suco de laranja.
O consumo do café é um hábito muito saudável, não é remédio ou cura para todas as doenças, mas pode prevenir problemas futuros. A apreciação do café é uma paixão que faz bem!
O café produz atividade anti-inflamatória e protetora sobre o sistema cardiovascular.
Possui atividade antagonista opióide (bloqueia o desejo por drogas).
É uma bebida aquosa, não contém gorduras e proteínas sendo mínimo o valor calórico.
Que tal um cafézinho??????

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Personal Stylist?



Por Caroline Gazolla

Anos atrás este serviço era desconhecido pela maioria de nós, meros mortais. Somente as grandes celebridades internacionais apostavam nos Personals para garantir elogios em premières e eventos do gênero. Fato é que esta realidade vem mudando a cada dia. O número de reality shows de moda cresceu nos canais abertos e invadiu inclusive os programas populares da TV brasileira. Artistas nacionais que queriam alcançar fama no exterior começaram a aparecer com visual mais polido e composto – um dos pioneiros foi Alexandre Pires que chegou a ser recebido na Casa Branca com um smoking chiquérrimo após contratar um Personal e reformular completamente seu estilo. Hoje, qualquer aspirante a famoso considera o investimento valioso e acredita que a contratação de um bom Personal Stylist pode e muito contribuir para o crescimento de sua carreira. Daí você se pergunta: “bom, eu entendo a necessidade de artistas e celebridades terem a ajuda de um profissional para se vestir, mas o que eu tenho a ver com isto?”

Eu respondo: tudo!
Todos nós temos uma imagem para zelar. Todos queremos ser bem vistos na carreira, não fazer feio numa festa, não gastar dinheiro com peças que jamais vamos usar e assim por diante.Se antes ter um Personal Stylist era privilégio de poucos, hoje a realidade já é bem diferente. Qualquer um pode – e deve – contratar um Consultor para cuidar da sua aparência.São inúmeros os benefícios de se ter um Personal Stylist. O maior deles é passar a ter mais aceitação do próprio corpo e entender que não há a necessidade de mudá-lo, muitas vezes de maneira agressiva e perigosa, para estar bonita. Com as técnicas certas, pessoas magras podem parecer ter o corpo ideal e aquelas mais fora de forma podem se ver muito mais magras e esbeltas refletidas no espelho. É possível, com o apoio de alguém que entende do assunto, chamar a atenção para aquilo que cada um tem de melhor e esconder seus complexos de maneira que eles deixem de incomodar, ou até mesmo de existir. Todos sabemos o poder que a imagem exerce na nossa sociedade hoje em dia. Muitas vezes, políticos chegam a ganhar eleições com a ajuda de alguém que cria a imagem certa para atingir o seu público de interesse. Não é assim tão diferente no dia a dia das pessoas comuns. A apresentação correta em uma entrevista de emprego e a sua forma de se vestir ajudam, realmente, a galgar posições na carreira e escalar até o topo. Ajuda a se relacionar, a ser mais expansiva, a ter uma vida social mais agitada e assim por diante. Enfim, apesar de lidar com o exterior das pessoas, atinge todos a sua volta e reformula o seu interior como uma verdadeira terapia!
Imagino que vocês devem ter sentido o quanto é recompensador ver toda esta transformação, certo? Por isto que eu absolutamente amo o meu trabalho e meu maior prazer é ver um mundo de gente estilosa e bem arrumada andando por aí. Apesar do trabalho de Personal ser bastante individualizado, algumas dicas servem para todos e por isto criei meu blog: carolinegazollastylist.blogspot.comhttp://carolinegazollastylist.blogspot.com.br/. Lá vocês encontram Looks do dia, Desfile da Semana, as últimas tendências de moda e muito mais. Além disto, podem conhecer um pouco mais da minha história e entender em detalhes como funciona o serviço. Quem sabe vocês não se animam e começam uma interessante jornada de auto-expressão aliando suas roupas e produções ao seu estado de humor e personalidade? Isto, em última instância é o que faz o seu estilo acontecer!

Texto e imagens: Caroline Gazolla

sexta-feira, 2 de março de 2012

O câncer irá desaparecer


MAIS:_Discos voadores ganham espaço na Campus Party

O físico teórico Michio Kaku, professor da Universidade de Nova York e co-criador da "Teoria das Cordas", afirmou que o computador como o conhecemos hoje terá desaparecido em 2020. “No futuro, eles estarão em todos os lugares e em lugar nenhum”, disse o cientista durante palestra realizada na Campus Party em 11 de fevereiro.

Na ocasião, Kaku fez um exercício de futurologia mostrando como será o mundo nos próximos 30 anos. Segundo ele, tanto os computadores como a internet serão como a eletricidade é hoje. “Ambos estarão presentes nos tetos, no subsolo, nas paredes e nos aparelhos”, afirmou.

O professor da Universidade de Nova York foi além e disse que a internet estará nos óculos e nas lentes de contato das pessoas. “Você será capaz de ver todas as informações biográficas de um individuo só olhando para ele. Encontrar sua alma gêmea será tarefa fácil”, brincou.

Outra revolução que está a caminho é na área da medicina. Kaku afirmou que, em um futuro próximo, a tecnologia levará o homem a um estado perfeito de saúde. Segundo ele, o câncer irá desaparecer. "Escrevam isso: a palavra tumor não mais existirá na nossa língua".

Na visão do físico, as pílulas terão chips e microcâmeras que escanearão o corpo humano por dentro. Uma vez localizada a ameaça, nano-robôs serão introduzidos para combater o câncer célula por célula sem a necessidade de cirurgias ou intervenção direta dos médicos.

Kaku também acrescentou que o câncer e outras doenças serão diagnosticadas com anos de antecedência graças a vasos sanitários que monitoram a saúde. “Os banheiros serão equipados com inteligência artificial capaz de analisar os resíduos corporais e identificar o surgimento de uma doença com muita antecedência. Neste futuro, Steve Jobs não teria morrido”, enfatizou.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Brahma


A novidade: não haverá musa do carnaval, como havia no Camarote N° 1, mas a cantora e atriz Jennifer Lopez, contratada como estrela do comercial da Brahma, vai sambar no novo camarote, assim como haverá shows com Preta Gil, o DJ João Brasil e o cantor e compositor Leandro Sapucahy, que tem o nome do camarote no próprio nome. "O Novo Camarote, como queremos que seja chamado, é o melhor lugar. Reunirá as mulheres mais bonitas e a melhor sacanagem" , falou Pedro Adami, gerente de comunicação da Brahma...

O filme comercial da cervejaria foi dirigido em Los Angeles pelo cineasta pernambucano Heitor Dhalia, que garantiu que Jennifer Lopez possui o star quality. Foi tudo gravado em um dia - como se diz no mercado publicitário, "one day shoot" - e com ajuda do coreógrafo Alex Magno. A estrela aprendeu a sambar em meia hora, contou Heitor...



O camarote terá uma entrada exclusiva para seus convidados que também terá direito a todos os mimos dos patrocinadores parceiros da Brahma: a Kibon, a Rider, a Ipanema e a L'Oréal...

"O espaço foi comprado como qualquer outro, de camarotes e frisas da Liesa, e esta é uma ação da Brahma sem nenhuma parceria com a prefeitura", explicou Oliva, que mantém o auxílio de sempre das promoters Alicinha Cavalcanti, Carol Sampaio, Renata Carvalho e Ivone Kassú...

A Brahma escolheu o apresentador da Record Rodrigo Faro como mestre de cerimônias para recepcionar Jennifer Lopez em seu camarote, no domingo (19) de Carnaval. Este ano, a cantora é a grande estrela do espaço.



O apresentador confessou que não vê a hora de conhecer Jennifer pessoalmente. “Até agora, a gente só se falou via conference call. Ela é simpática, um doce de pessoa, muito legal. É uma menina! Me surpreendi com a Jennifer. Ela é muito bacana!”, elogiou.

"Sambar não é mais o verbo, o verbo agora é Sapucar

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Whitney Houston



A Whitney Houston, nao morreu, o que morreu foi a possibilidade de vermos um show dela. A sua voz, assim como dos outros cantores ja do outro lado continuara a nos embalar eternamente...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Baile da Vogue



Quando você sabe o tamanho que tem e não precisa provar nada para ninguém, você pode por exemplo ir ao Baile da Vogue como Ana Claudia Michels e Luciana Curtis...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

RUBEM ALVES

SOBRE POLÍTICA E JARDINAGEM

De todas as vocações, a política é a mais nobre. Vocação, do latim vocare, quer dizer chamado. Vocação é um chamado interior de amor: chamado de amor por um ‘fazer’. No lugar desse ‘fazer’ o vocacionado quer ‘fazer amor’ com o mundo. Psicologia de amante: faria, mesmo que não ganhasse nada.

‘Política’ vem de polis, cidade. A cidade era, para os gregos, um espaço seguro, ordenado e manso, onde os homens podiam se dedicar à busca da felicidade. O político seria aquele que cuidaria desse espaço. A vocação política, assim, estaria a serviço da felicidade dos moradores da cidade.

Talvez por terem sido nômades no deserto, os hebreus não sonhavam com cidades: sonhavam com jardins. Quem mora no deserto sonha com oases. Deus não criou uma cidade. Ele criou um jardim. Se perguntássemos a um profeta hebreu ‘o que é política?’, ele nos responderia, ‘a arte da jardinagem aplicada às coisas públicas’.

O político por vocação é um apaixonado pelo grande jardim para todos. Seu amor é tão grande que ele abre mão do pequeno jardim que ele poderia plantar para si mesmo. De que vale um pequeno jardim se à sua volta está o deserto? É preciso que o deserto inteiro se transforme em jardim.

Amo a minha vocação, que é escrever. Literatura é uma vocação bela e fraca. O escritor tem amor mas não tem poder. Mas o político tem. Um político por vocação é um poeta forte: ele tem o poder de transformar poemas sobre jardins em jardins de verdade. A vocação política é transformar sonhos em realidade. É uma vocação tão feliz que Platão sugeriu que os políticos não precisam possuir nada: bastar-lhes-ia o grande jardim para todos. Seria indigno que o jardineiro tivesse um espaço privilegiado, melhor e diferente do espaço ocupado por todos. Conheci e conheço muitos políticos por vocação. Sua vida foi e continua a ser um motivo de esperança.

Vocação é diferente de profissão. Na vocação a pessoa encontra a felicidade na própria ação. Na profissão o prazer se encontra não na ação. O prazer está no ganho que dela se deriva. O homem movido pela vocação é um amante. Faz amor com a amada pela alegria de fazer amor. O profissional não ama a mulher. Ele ama o dinheiro que recebe dela. É um gigolô.

Todas as vocações podem ser transformadas em profissões O jardineiro por vocação ama o jardim de todos. O jardineiro por profissão usa o jardim de todos para construir seu jardim privado, ainda que, para que isso aconteça, ao seu redor aumente o deserto e o sofrimento.

Assim é a política. São muitos os políticos profissionais. Posso, então, enunciar minha segunda tese: de todas as profissões, a profissão política é a mais vil. O que explica o desencanto total do povo, em relação à política. Guimarães Rosa, perguntado por Günter Lorenz se ele se considerava político, respondeu: ‘Eu jamais poderia ser político com toda essa charlatanice da realidade... Ao contrário dos ‘legítimos’ políticos, acredito no homem e lhe desejo um futuro. O político pensa apenas em minutos. Sou escritor e penso em eternidades. Eu penso na ressurreição do homem.’ Quem pensa em minutos não tem paciência para plantar árvores. Uma árvore leva muitos anos para crescer. É mais lucrativo cortá-las.

Nosso futuro depende dessa luta entre políticos por vocação e políticos por profissão. O triste é que muitos que sentem o chamado da política não têm coragem de atendê-lo, por medo da vergonha de serem confundidos com gigolôs e de terem de conviver com gigolôs.

Escrevo para vocês, jovens, para seduzi-los à vocação política. Talvez haja jardineiros adormecidos dentro de vocês. A escuta da vocação é difícil, porque ela é perturbada pela gritaria das escolhas esperadas, normais, medicina, engenharia, computação, direito, ciência. Todas elas, legítimas, se forem vocação. Mas todas elas afunilantes: vão colocá-los num pequeno canto do jardim, muito distante do lugar onde o destino do jardim é decidido. Não seria muito mais fascinante participar dos destinos do jardim?

Acabamos de celebrar os 500 anos do descobrimento do Brasil. Os descobridores, ao chegar, não encontraram um jardim. Encontraram uma selva. Selva não é jardim. Selvas são cruéis e insensíveis, indiferentes ao sofrimento e à morte. Uma selva é uma parte da natureza ainda não tocada pela mão do homem. Aquela selva poderia ter sido transformada num jardim. Não foi. Os que sobre ela agiram não eram jardineiros. Eram lenhadores e madeireiros. E foi assim que a selva, que poderia ter se tornado jardim para a felicidade de todos, foi sendo transformada em desertos salpicados de luxuriantes jardins privados onde uns poucos encontram vida e prazer.

Há descobrimentos de origens. Mais belos são os descobrimentos de destinos. Talvez, então, se os políticos por vocação se apossarem do jardim, poderemos começar a traçar um novo destino. Então, ao invés de desertos e jardins privados, teremos um grande jardim para todos, obra de homens que tiveram o amor e a paciência de plantar árvores à cuja sombra nunca se assentariam. (Folha de S. Paulo, Tendências e Debates, 19/05/2000.)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O que tem a Daslu com seu Jorge?



É que Seu Jorge foi o escolhido para animar os privilegiados convidados ao coquetel de inauguração da nova Daslu, a nova flagship store. Foi no dia 7, no quarto andar do shopping Cidade Jardim, em São Paulo. A Daslu também aproveitou para mostrar o novo e deslumbrante espaço com 3500 metros quadrados que funciona a loja.
A festa contou com um desfile para apresentar a coleção de inverno, e quem abriu foi Isabella Fiorentino, que subiu na passarela pela primeira vez depois de seis meses apòs nascimento dos trigêmeos.
Depois da festa, Seu Jorge continuou o show na sua casa para uma platéia seleta de amigos da sua musa inspiradora Mariana Jorge,noite adentro, eu fui convidado, desculpa!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

É (quase) pra já



Texto e foto de Valéria del Cueto

Ar saudável, cara de quem está de bem com a vida, cabeça arejada, tom bronzeado na pele com marquinha de biquíni. Tudo isso depende diretamente da ação revitalizadora dele.
Tento escrever a crônica da vez, mas minha atenção se desvia para a pelada da praia que se desenrola marrenta entre o mar da Ponta do Leme e minha canga. Forço a volta para o caderninho, mas me convenço que fazer isso é contradizer o que ia escrever, por razões que ficarão óbvias no decorrer do texto.
Caneta na bolsa, caderno por baixo pra não torrar e me entretenho com a partida, cheia de cores, gestos e movimentos a serem capturados pela velha - e sempre útil - Lumix, a câmera fotográfica.
Volto para dizer que sem a pausa teria perdido o vôo cego fotográfico (já que o reflexo no visor me impede de ver o que estou fotografando e, depois, o resultado das clicadas) num ensaio de passos que, apesar de parecerem os de um mestre-sala, estão mais para street dance: cruza perna pra lá, cai de banda pra cá. Foi só ali, naquele espaço/tempo finito. Beijou, beijou, não beijou, não beija mais por que “fetchou o catchão”, como Roda Viva, a peça de Chico Buarque, que ele proíbe novas montagens. Ou você viu em 1968, ou não verá jamais, conforme vontade do cantor, compositor, escritor e teatrólogo.
E o círculo se fecha!Para obtermos a ação benéfica e embelezadora do astro rei é preciso estar atento e ser um forte seguidor da turma do “É agora e pode ser só. Quem garante se haverá mais, depois?” Viu o sol aparecendo? Corre e se posicione para aproveitá-lo enquanto durar: “Não deixe para daqui a pouco o que pode só existir agora”
Uma verdadeira vertente de ditos populares pode surgir em função deste modo temporal imediato do “é pra já”.
Anotem todas, por que serão muito úteis nos próximos dias, diante dos acontecimentos circundantes, já decorrentes dos reflexos astrológicos de 2012.
“É pra já” será o slogan da vez!
É pra já apoiarmos as reivindicações dos bombeiros e da polícia carioca. Dia 10 diz que tem greve geral e recém agora o comando criou uma comissão. Aquela, que já contei aqui, um prefeito amigo aconselhava implantar cada vez que, numa crise, não havia solução para a demanda.
É pra já observar e, se puder, participar da resistência às leis que coíbem e policiam o mundo livre virtual da internet.
É pra já cobrar um mínimo de eficiência de empresas como a OI que, descobri, há um ano cobrava um valor indevido no meu pacote de serviços. E, ainda por cima, enrola seus clientes sendo ineficiente e precária no(s) seu(s) SAC(s). São 3 sistemas insatisfatórios, não complementares e bancados, adivinhem por quem?
É pra já olhar com atenção para o que fazem nossos representantes no executivo, legislativo e judiciário, observar suas posturas e cobrar para que atuem em prol bem comum. Nós os patrocinamos com nossos votos e/ ou dinheiro (bancamos o judiciário, bebê, temos direitos – e muitos - ali também)
É pra já e urgente o sorriso, a amizade e a solidariedade que só nos trazem bons fluidos e benefícios imediatos para nossa beleza e saúde.
Pra finalizar, é quase pra já a paixão maior que me move: o carnaval! Com seu povo e seu amor pela alegria. Ela, que nos contagia e redime de nosso sofrimento, aliviando as dores que não podemos (ainda) curar!
Evoé, Momo, que seu tempo está pra chegar!
* Valéria del Cueto é jornalista, cineasta e gestora de carnaval. Esta crônica faz parte da série e “Ponta do Leme”, do SEM FIM http://delcueto.multiply.com

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Excelente fábula

Lição do Rato


Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote.
Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.
Ao descobrir que era ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
- Há ratoeira na casa, ratoeira na casa!!

A galinha:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até o porco e:
- Há ratoeira na casa, ratoeira !
- Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. será lembrado nas minhas orações.

O rato dirigiu-se à vaca e:
- Há ratoeira na casa!
- O que? Ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.

Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima... A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não percebeu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...

O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital.
Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.
O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.

Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo.

Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.


Moral da História:
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco.

O problema de um é problema de todos!

PS.: excelente fábula para ser divulgada principalmente na família e em grupos de trabalho!
"Nós aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a conviver como irmãos."

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Lenda Árabe

QUEM É AMIGO E TEM AMIGOS, VAI PERCEBER...

Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e em determinado ponto da viagem, discutiram e um deu uma bofetada no outro.

O outro, ofendido, sem nada poder fazer, escreveu na areia:

"Hoje, o meu melhor amigo deu-me uma bofetada no rosto."

Seguiram adiante e chegaram a um oásis onde resolveram tomar banho. O que havia sido esbofeteado e magoado começou a afogar-se, sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se, pegou um canivete e escreveu na pedra:

"Hoje, o meu melhor amigo salvou a minha vida."

O outro amigo perguntou: "Por quê é que, depois que te magoei, escreveste na areia e agora, escreves na pedra?"

Sorrindo, o outro amigo responde:

"Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever onde o vento do esquecimento e do perdão se encarreguem de apagar a lembrança. Por outro, quando nos acontece algo bom e grandioso, devemos gravar isso na pedra da memória do coração onde vento nenhum em todo o mundo jamais o poderá apagar."

Só é necessário um minuto para que simpatize com alguém, uma hora para gostar de alguém, um dia para querer bem a alguém, mas é preciso de toda uma vida para que possa esquecê-lo.

Se for sincero... mande esta mensagem a todas as pessoas as quais jamais esquecerá e lembre-se de mandá-la a quem a mandou, só para demonstrar que jamais a esquecerá...

Espero que vocês nunca me esqueçam! Pois nós conhecemos as pessoas por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem em nossas vidas...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Estamos com fome de amor...

(JORNAL O DIA! Arnaldo Jabor)

O que temos visto por ai ???
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes.
Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plasticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???
Chegam sozinhas e saem sozinhas...
Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos...
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.
E não é só sexo não!
Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida?
Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!
Estamos é com carência de passear de mãos dadas,
dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama ... sexo de academia . . .
Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos,
sem se preocuparem com as posições cabalisticas...
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção...
Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!"
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"...
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos...
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...
Pra chegar a escrever essas bobagens?? (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, familias preconceituosas...
Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...
Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado...
"Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...
Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem haver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...
E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?
Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...
O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in...
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.
Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...
Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!
Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

TOLERÂNCIA ZERO !!!

TOLERÂNCIA ZERISSIMO


PIOR É QUE A GENTE PERGUNTA ASSIM MESMO...

1. Quando te vêem deitado, de olhos fechados, na sua cama, com a luz apagada e te perguntam:
- Você tá dormindo?
- Não, to treinando pra morrer!

2. Quando a gente leva um aparelho eletrônico para a manutenção e o técnico pergunta:
- Ta com defeito?
- Não, é que ele estava cansado de ficar em casa e eu o trouxe para passear.


3. Quando está chovendo e percebem que você vai encarar a chuva, perguntam:
- Vai sair nessa chuva?
- Não, vou sair na próxima.


4. Quando você acaba de levantar, aí vem um idiota (sempre) e pergunta:
- Acordou?
- Não. Sou sonâmbulo!


5. Seu amigo liga para sua casa e pergunta:

- Onde você está?
- No Pólo Norte! Um furacão levou a minha casa pra lá!


6. Você acaba de tomar banho e alguém pergunta: (BOA)

- Você tomou banho?
- Não, mergulhei no vaso sanitário!


7. Você tá na frente do elevador da garagem do seu prédio e chega um que pergunta: (ÓTIMA)

- Vai subir?
- Não, não, to esperando meu apartamento descer pra me pegar.


8. O homem chega à casa da namorada com um enorme buquê de flores. Até que ela diz:

- Flores?
- Não! São cenouras.


9. Você está no banheiro quando alguém bate na porta e pergunta:
- Tem gente?
- Não! É o cocô que está falando!


10. Você chega ao banco com um cheque e pede pra trocar: (MUITO BOA)

- Em dinheiro? ?
- Não, me dá tudo em clipes!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Signos

ÁRIES

Ama um desafio.
EXTREMAMENTE impaciente.
Às vezes egoísta.
Fusível curto (enfurece facilmente).
Vivido, inteligência apaixonada e afiada.
Gosta de sair.
Perde interesse depressa - facilmente entediado.
Egoístico.
Corajoso e afirmativo.
Tende a ser físico e atlético.

VIRGEM

O Perfeccionista
Dominante em relações.
Conservador..
Quer ter sempre a última palavra.
Argumentativo.
Preocupado.
Muito inteligente.
Antipatiza com barulho e caos.
Ansioso.
Trabalhador.
Leal.
Bonito.
Fácil de falar.
Difícil de agradar.
Severo.
Prático e muito exigente.
Frequentemente tímido.
Pessimista.


ESCORPIÃO

o Intenso
Muito enérgico.
Inteligente.
Pode ser ciumento e/ou possessivo.
Trabalhador.
Grande beijador.
Pode ficar obsessivo ou reservado.
Guarda rancor.
Atraente.
Determinado.
Amores que estão em relações longas.
Falador.
Romântico.
Pode ser às vezes egocêntrico.
Apaixonado e emocional.



LIBRA

o Harmonizador
Agradável a todos os que se encontram com ele.
Indeciso.
Tem uma atracção própria sem igual.
Criativo, enérgico e muito social.
Odeia estar só.
Calmo, generoso.
Muito amoroso e bonito.
Gosta de flirtar.
Cede muito facilmente.
Tende a deixar para depois.
Muito crédulo.

AQUÁRIO

o Amado
Optimista e honesto.
Doce personalidade.
Muito independente.
Inventivo e inteligente.
Amigável e leal.
Pode parecer não emotivo.
Pode ser um pouco rebelde.
Muito teimoso, mas original e sem igual.
Atraente no lado de dentro e fora.
Personalidade excêntrica.

GÉMEOS

o Tagarela
Inteligente e engenhoso.
Parece estar sempre de saída, muito falador..
Vivo, enérgico.
Adaptável mas com necessidade de se expressar.
Argumentativo e franco.
Gosta de mudança.
Versátil.
Ocupado, mas às vezes nervoso e tenso.
Fofoqueiro.
Pode parecer superficial ou incoerente.
Só e sujeito a mudança.
Bonito fisicamente e mentalmente.


LEÃO

o chefe
Muito organizado.
Precisa de ordem nas vidas deles/delas - como estar em controle.
Gosta de limites.
Tende a assumir tudo.
Mandão.
Gosta de ajudar os outros.
Social e gosta de sair.
Extrovertido.
Generoso, amável.
Sensível.
Energia criativa.
Confiantes neles próprios.
Bons amantes.
Fazer a coisa certa é importante para Leão.
Atraente.

CANCER

o Protector
Emocional.
Pode ser tímido.
Muito amoroso e gentil.
Bonito.
Sócios excelentes para vida..
Protector.
Inventivo e imaginativo.
Cauteloso.
Tipo de pessoa sensível.
Necessidade de ser amado pelos outros.
Magoa-se facilmente, mas simpático.


PEIXES
o Sonhador
Bom coração e pensativo.
Muito criativo e imaginativo.
Pode ficar reservado e vago.
Sensível.
Não gosta de detalhes.
Sonhador e irreal.
Simpático e amoroso.
Desinteressado.
Bom beijador.
Bonito.


CAPRICÓRNIO

o Paciente
Pessoa agressiva e sábio.
Prático e rígido.
Ambicioso.
Tende a estar bonito.
Humorístico e engraçado.
Pode ser um pouco tímido e reservado.
Frequentemente pessimistas.
Tendem a agir antes de pensar e podem ser às vezes pouco amigáveis.
Guarda rancor.
Gosta de competição.
Obtêm o que eles querem.

TOURO

o Resistente
Que encanta mas agressivo.
Pode parecer enfadonho, mas não é.
Trabalhador duro.
Amável.
Forte, tem resistência.
Seres sólidos e estáveis e seguros dos modos deles/delas.
Não procuram atalhos.
Orgulhosos da beleza deles/delas.
Pacientes e seguros.
Fazem grandes amigos e dão bons conselhos.
Bom coração.
Amam profundamente - apaixonados.
Expressam-se emocionalmente.
Propenso a temperamento - acessos de raiva ferozes.
Determinado.
Cedem aos seus desejos frequentemente.
Muito generoso.


SAGITÁRIO

o Optimista
Irrefletido.
Não quer crescer (síndroma Peter Pan).
Favorece o ego.
Orgulhoso.
Gosta de luxos e jogar.
Social e gosta de sair.
Não gosta de responsabilidades.
Frequentemente fantasia.
Impaciente.
Divertido estar ao seu redor.
Tem muitos amigos.
Coquete e gosta de flirtar.
Não gosta de regras..
Às vezes hipócrita.
Antipatiza com espaços apertados e roupas apertadas.
Não gosta que duvidem dele.
Bonito por dentro e por fora.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Parabens SÂO PAULO

Sou um PAULISTANO, nascido em Mato Grosso que ama São Paulo...


Marginal Pinheiros
Frente ao Jockey Clube


Avenida 23 de Maio
Ao centro, a entrada do Túnel Airton Senna, onde fica a estátua ao ídolo (veja postal). O viaduto no centro da foto é o da Rua Tutóia.
Seguindo pela Vinte e Três no sentido do topo de foto chega-se à Liberdade, ao Centro de São Paulo e a Marginal Tieté.
À esquerda fica a Assembléia Legislativa. Nas costas do observador, o Parque do Ibirauera.



Monumento ao Descobrimento de São Paulo



Higienópolis
Note a Avenida Angélica cruzando o bairro

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Ney Matogrosso & Paralamas do Sucesso


No dia do aniversário da cidade de São Paulo , no dia 25 de janeiro(quarta-feira), Os Paralamas do Sucesso fazem show gratuito Parque da Juventude, Avenida Zaki Narchi, 1309 – Santana, a partir das 18h, com entrada livre. A banda deve apresentar músicas como “Aonde Quer Que eu Vá”, “Meu Erro” e “Cuide Bem do Seu amor”. Já às 20h, na Praça da República, o cantor Ney Matogrosso apresenta seu último trabalho, “Beijo Bandido”, também em show com entrada franca.
Na ocasião, o músico presenteia o público presente com as canções do seu último disco, Beijo Bandido, que chegou às lojas em 2009 e ganhou uma versão ao vivo no ano passado.

Dono de uma discografia que ultrapassa o número de 30 álbuns gravados em estúdio, o artista ainda promete interpretações de outros nomes da música, como clássicos de Ângela Maria.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Cartão de Visita recebe presidente da OAB de São Paulo


Luis Flávio Borges e Débora Santilli

Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional São Paulo pela terceira vez e pré-candidato à prefeitura da cidade de São Paulo, Luis Flávio Borges D´Urso é o convidado de Débora Santilli neste final de semana, no Cartão de Visita.

Preocupado com a cidade e consciente das críticas que recebe em alguns momentos, D´Urso afirma que a morosidade do judiciário paulistano está diretamente relacionada à falta de recursos financeiros: "São Paulo não consegue fazer os investimentos necessários na justiça, embora o Judiciário sempre faça os pedidos para que tenha uma agilidade maior. No Rio de Janeiro os processos correm de forma mais ágil, porque ,lá, eles têm autonomia financeira."

Durante a entrevista, D´Urso fala das dificuldades em presidir a OAB - SP, comenta o polêmico exame da Ordem dos Advogados e faz um alerta importante em relação aos cursos de Direito no país: "Temos mais de mil faculdades de Direito no país. Nos EUA inteiro, temos 300. É lógico que o ensino nem sempre é eqüânime, portanto o exame é necessário".

O Cartão de Visita vai ao ar neste sábado, às 23h55, na Record News, com reprise no domingo às 7h30.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Saudades da Elis...

“Furacão Elis”, escrito pela jornalista Regina Echeverria, que também já escreveu biografias de grandes nomes como Gonzaguinha e Cazuza, possui 272 páginas de história e música de “Pimentinha”, conhecida por sua personalidade explosiva e sua voz marcante e inesquecível



Elis Regina Carvalho Costa nasceu em 17 de março de 1945 em Porto Alegre, RS.

Foi, sem dúvida, a maior cantora brasileira de todos os tempos. Com técnica e garra, lançou alguns dos principais compositores brasileiros, como João Bosco e Aldir Blanc, Renato Teixeira, Fátima Guedes - só não lançou Chico Buarque porque resolveu pensar sobre o assunto - Nara Leão foi mais rápida.

A "pimentinha", como era chamada, tinha - como João Gilberto - a perfeição como meta. Exigia muito de seus músicos e compositores, exigia de sua gravadora, exigia de sua voz. Ganhávamos nós, o público. Não foi sempre assim - quando veio do Rio Grande do Sul tentou carreira no Rio de Janeiro - não foi pra frente. Seus primeiros discos são repletos das exigências da mídia, Elis teve que cantar o que vendia na época.

Transferindo-se para São Paulo, encontrou a cidade de braços abertos. Foi aqui que Elis chegou a perfeição, e foi aqui que se transformou numa tradição, tal qual sua amiga Rita Lee. Elis virou São Paulo, que a acolheu e a recolheu, quando se foi aos 36 anos, em 19 de janeiro de 1982.

Foi a primeira pessoa que inscreveu sua voz como instrumento, na Ordem dos Músicos do Brasil. E era. A voz de Elis soava como instrumento afinado, não perdendo, nem por um minuto, o carisma e a emoção em cada canção.

Envolveu-se com tudo de forma radical - com a música, com a política, com a vida. Maldita para muitos, Elis tinha sempre a frase certeira, a mente afiada, propósitos firmes: "Cara feia pra mim é bode... Sou mais ardida que pimenta!".

Carô Murgel

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Vai passar




Texto e foto de Valéria del Cueto

Não estou aqui pra reclamar, mas está cada vez mais difícil ignorar a falta que o verão me faz.
A prioridade da estação, para mim, é o sol.
Cada vez que ele ameaça aparecer preparo meus pertences que incluem canga, este caderninho que vos escreve, caneta, celular, o kit da máquina fotográfica pequena (se ele vai, pode até ficar guardado, se fica, as imagens pululam diante de mim, gerando pragas e maldições ao desleixo voluntário), quatro reais para um mate com limão e os óculos escuros.
Claro que demoro um pouco para cumprir as inevitáveis tarefas matinais da casinha, antes de poder tomar o rumo da Ponta do Leme. É aí que o tempo começa a mudar.
Sentada na areia, devorando um livro (o da vez é Excalibur, último da trilogia “As Crônicas de Arthur”, de Bernard Cornwell), escrevendo ou, simplesmente, exercendo meu turno de fiscal da natureza, observo a mudança climática.
Primeiro, uma bruma se filtra no azul meio pálido do céu, muito sutil. Ela vai se espalhando e ficando cada vez mais compacta.
O sol ainda brilha quando um ventinho vai trazendo do sul, como quem não quer nada, uma fina camada de nuvens.
A camuflagem para o que virá por cima. Esta camada superior que invade a praia avançando pelo topo das montanhas e encobre o Cristo Redentor movida pela força dos ventos que, agora, impulsionam a massa toda em direção ao meu pedaço de céu já cinzento.
Por enquanto, nada de muito ruim se levarmos em contava a ação sensacional do mormaço que, entre outros predicados, iguala o bronzeado queimando por inteiro, sem deixar as marcas inevitáveis caso fosse o sol de sempre.
Outra vantagem (para uns) é a ocupação territorial. Não dá para acreditar que na primeira quinzena de janeiro as praias estejam tão deliciosamente vazias.
A clientela aliou o tempo meia-boca a cor horrível da água do mar e deixou os barraqueiros a verem só navios. Isso, os poucos que se arriscam a montar suas traquitanas com esse tempinho chinfrim.
E lá se vai o planejamento econômico dos que dependem do sol, do mar e das hordas de turistas para garantir o pão da alta temporada.
Dias melhores virão garantem os otimistas que, como eu, não abandonam o Posto 1 enquanto a chuva não cai.
Inclua aí os jogadores daquela pelada clássica na linha d’água que, todo santo dia, transformam quatro carcaças de cocos em traves de gols e consideram as partidas de futebol na areia uma necessidade básica para a manutenção da saúde física e mental.
Mas tudo só dura até os primeiros e múltiplos pinguinhos que, de tão pequenos e insignificantes, nem de gotas poderiam ser chamados.
É a tal garoinha o maior sinal de que essa não é aquela chuva de verão de final de tarde que estamos acostumados neste período do ano.
Pancadonas diluvianas que lavam o céu, ao som dos resmungos que antecipam as trovoadas e raios que cortam o horizonte e agitam as cristas das ondas do mar. Elas garantem a o sol do amanhã.
Sorte que, assim como a esperança é a última que morre, sabemos que essa moagem climática vai passar e o bom e velho verão haverá de chegar.
Nem que seja lá por meados de março, ou no início da primavera...

* Valéria del Cueto é jornalista, cineasta e gestora de carnaval. Esta crônica faz parte da série e “Ponta do Leme”, do SEM FIM http://delcueto.multiply.com

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Outdoor do citibank em São Paulo, fantástico!

Amigos,


Esse texto veio bem de encontro ao que desejo a cada um de voces......

Um novo tempo, que pode ter começado no dia primeiro de janeiro, ou quem sabe hoje, mas que seja muito cheio de vida..... imensamente feliz !!!!!!

Grande abraço !!!

Campanha publicitária do Citibank espalhada pela cidade de São Paulo através de Outdoors:

"Crie filhos em vez de herdeiros."
"Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete."
"Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela."
"Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama."
"Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas."
"Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?"
"Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos."
"Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas..."
"...e quem sabe assim você seja promovido a melhor ( amigo / pai / mãe / filho / filha / namorada / namorado / marido / esposa / irmão / irmã.. etc.) do mundo!"
"Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos."


E para terminar:


"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz.

Assim, ele saberá o valor das coisas e não o seu preço."

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Sabedoria de Avó...

LEIA COM ATENÇÃO E REFLITA!!
Quando eu for bem velhinha, espero receber a graça de, num dia de domingo, me sentar na poltrona da biblioteca e, bebendo um cálice de vinho do Porto, dizer aos meus netos:
- Queridos, venham cá.
Assenten-se aqui ao meu lado.
Tenho umas coisas pra lhes contar.
E assim, dizer apontando o indicador para o alto: - O nome disso não é conselho, isso se chama colaboração!
Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões.
E agora, do alto dos meus 82 anos, com os ossos frágeis a pele mole e os cabelos brancos, minha alma é o que me resta saudável e forte.
Por isso, vou colocar mais ou menos assim:
É preciso coragem para ser feliz. Seja valente.
Siga sempre seu coração.
Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão.
Satisfaça seus desejos.
Esse é seu direito e obrigação.
Entenda que o tempo é um paciente professor que irá te fazer crescer, mas escolha entre ser uma grande menina ou uma menina grande, vai depender só de você.
Tenha poucos e bons amigos. Tenha filhos. Tenha um jardim.
Aproveite sua casa, mas vá a Fernando de Noronha, a Barcelona e a Austrália.
Cuide bem dos seus dentes.
Experimente, mude, corte os cabelos. Ame. Ame pra valer, mesmo que ele seja o carteiro.
Não corra o risco de envelhecer dizendo "ah, se eu tivesse feito...
" Vai que o carteiro ganha na loteria - tudo é possível, e o futuro é imprevisível.
Tenha uma vida rica de vida! Viva romances de cinema, contos de fada e casos de novela.
Faça sexo, mas não sinta vergonha de preferir fazer amor.
E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável.
Porque sim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários.
Se for se casar, faça por amor.
Não faça por segurança, carinho ou status.
A sabedoria convencional recomenda que você se case com alguém parecido com você, mas isso pode
ser um saco!
Prefira a recomendação da natureza, que com a justificativa de aperfeiçoar os genes na reprodução, sugere que você procure alguém diferente de você.
Mas para ter sucesso nessa questão, acredite no olfato e desconfie da visão.
É o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão.
Faça do fogão, do pente, da caneta, do papel e do armário, seus instrumentos de criação.
Leia. Pinte, desenhe, escreva. E por favor, dance, dance, dance até o fim, se não por você, o faça por mim.
Compreenda seus pais.
Eles te amam para além da sua imaginação, sempre fizeram o melhor que puderam, e sempre farão.
Não cultive as mágoas - porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza.
Era só isso minha querida.
Agora é a sua vez.
Por favor, encha mais uma vez minha taça e me conte: como vai você?


Isso vale para todos nós, pais, filhos, netos e amigas...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Meu filho, você não merece nada...

Eliane Brum escreveu para a Revista Época. E disse tudo:

A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.


Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.


Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?


Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.


A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.


Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.


Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.


Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

Eliane Brum é Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A Vida ensina



Artur da Távola

Se você pensa que sabe; que a vida lhe mostre o quanto não sabe.
Se você é muito simpático mas leva meia hora para concluir seu pensamento;
que a vida lhe ensine que explica melhor o seu problema, aquele que começa pelo fim.
Se você faz exames demais; que a vida lhe ensine que doença é como esposa ciumenta:
se procurar demais, acaba achando.
Se você pensa que os outros é que sempre são isso ou aquilo;
que a vida lhe ensine a olhar mais para você mesmo.
Se você pensa que viver é horizontal, unitário, definido, monobloco;
que a vida lhe ensine a aceitar o conflito como condição lúdica da existência.
Tanto mais lúdica quanto mais complexa.
Tanto mais complexa quanto mais consciente.
Tanto mais consciente quanto mais difí­cil.
Tanto mais difí­cil quanto mais grandiosa.
Se você pensa que disponibilidade com paz não é felicidade;
que a vida lhe ensine a aproveitar os raros momentos em que ela (a paz) surge.
Que a vida ensine a cada menino a seguir o cristal que leva dentro,
sua bússola existencial não revelada, sua percepção não verbalizável das coisas,
sua capacidade de prosseguir com o que lhe é peculiar e próprio,
por mais que pareçam úteis e eficazes as coisas que a ele, no fundo, não soam como tais,
embora façam aparente sentido e se apresentem tão sedutoras quanto enganosas.
Que a vida nos ensine, a todos, a nunca dizer as verdades na hora da raiva.
Que desta aproveitemos apenas a forma direta e lúcida pela qual as verdades se nos revelam por seu intermédio;
mas para dizê-las depois.
Que a vida ensine que tão ou mais difí­cil do que ter razão, é saber tê-la.
Que aquele garoto que não come, coma.
Que aquele que mata, não mate.
Que aquela timidez do pobre passe.
Que a moça esforçada se forme.
Que o jovem jovie.
Que o velho velhe.
Que a moça moce.
Que a luz luza.
Que a paz paze.
Que o som soe.
Que a mãe manhe.
Que o pai paie.
Que o sol sole.
Que o filho filhe.
Que a árvore arvore.
Que o ninho aninhe.
Que o mar mare.
Que a cor core.
Que o abraço abrace.
Que o perdão perdoe.
Que tudo vire verbo e verbe.
Verde. Como a esperança.
Pois, do jeito que o mundo vai, dá vontade de apagar e começar tudo de novo.
A vida é substantiva, nós é que somos adjetivos.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Só ele salva


É sério, queridos editores

Texto e foto de Valéria del Cueto

As águas estão rolando. O que há de diferente nisso? Nada. Elas sempre rolam e todos sabem disso. Ano após ano, um verão depois do outro.

Podem variar um pouco os locais em que elas descem causando prejuízos sempre incalculáveis, mas nada que qualquer vidente bem preparado não acerte com 100% de certeza: ”Chuvas no sudeste”. Um pouco mais pro sul, leste e oeste, mas que rolam, elas rolam!

O que nos faria pensar em algo como um sistema preventivo e outro de atendimento de emergência. Tipo Defesa Civil, aquela que vem sendo desmontada e desestruturada, sabe?

Sabemos todos, menos eles, os responsáveis diretos pela falta de estudos, planejamento, estrutura e obras que deveriam ter sido feitas ao longo do(s) ano(s).

Qual será a parte do aviso de que “as mudanças climáticas serão severas e provocarão inúmeros e inesperados (pra eles) desastres naturais” eles ainda não entenderam?

É, por que além de não fazerem o dever de casa ainda roubam os recursos (mal) destinados para a questão. Entra ano, sai ano as notícias são as mesmas, variando um pouco de endereço.

Lembro de um ano em que todas as sextas feiras chuvas torrenciais botavam o carioca literalmente surfando nas ruas alagadas da cidade e expunham a fragilidade do sistema de defesa civil.

Ano passado, foi a região serrana que resolveu se mexer, sacudir e mudar sua plástica. O Google Map que o diga, por que os mais de 900 mortos não poderão testemunhar o que passaram.

São Paulo volta e meia também submerge, quase como Minas esse ano. Sempre foi assim, mas vem piorando a cada temporada os estragos e prejuízos. Também piora o atendimento às vítimas, já que não se altera ou melhora o sistema coordenado pela Defesa Civil. O que vemos são heróis, bombeiros, policiais, militares e voluntários gerando “cases” mostrados pela mídia.

Quando o assunto deixa de ser notícia, as providências prometidas vão para o fundo do baú das inconveniências momentâneas, aquele que só deverá ser reaberto após um período em que outros pequenos problemas sazonais como a seca, por exemplo, ocuparão posição de destaque no pódium da manchete da hora.

Lamentável, especialmente para a imensa população sujeita e exposta à irresponsabilidade das autoridades ditas maiores deste país.

Senão, vejamos: quando presidente Lula da Silva incumbiu a então Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff da tarefa de cuidar da questão da chuvarada da vez. Ano passado,quando a Serra Fluminense despencou a nossa recém empossada presidente anunciou, no dia 27 de janeiro de 2011 a construção de 8 mil casas na região, que estariam entregues até o final do ano. Passado, é claro...

E tudo continua como sempre foi.

Agora, a bola da vez é a ministra Gleisi Hoffmann, convocada em plenas férias (!) para a tarefa que já fez parte da pauta da atual mandatária. Tomara que a execute de forma mais eficiente, leve a sério as informações que os desastres climáticos só tendem a piorar e que, a cada manifestação da natureza, no momento, só tenhamos certeza das mortes que poderiam ser evitadas e dos prejuízos irrecuperáveis para as comunidades atingidas.

Na verdade, há sim, mais uma certeza! Que o sol de verão voltará a brilhar e será o maior cúmplice da amnésia política e governamental que imperará até a próxima estação. Afinal, será ele o responsável pelas severas secas que castigarão os flagelados da vez.

* Valéria del Cueto é jornalista, cineasta e gestora de carnaval. Esta crônica faz parte da série e “Ponta do Leme”, do SEM FIM http://delcueto.multiply.com

sábado, 7 de janeiro de 2012

Para refletir

Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um
vagalume.
Este fugia rápido da feroz predadora, e a serpente não
desistia.
Primeiro dia , ela o seguia. Segundo dia, ela o seguia...
No terceiro dia, já sem forças, o vagalume parou e falou a
serpente:
- Posso te fazer três perguntas?
- Não estou acostumada a dar este precedente a ninguém porém como
vou te devorar, podes perguntar. Contestou a serpente. - Pertenço a
tua cadeia alimentícia? Perguntou o vagalume. - Não, respondeu a
serpente. - Eu te fiz algum mal? Diz o vagalume.
- Não. Tornou a responder a serpente. - Então por que queres
acabar comigo???
- Porque não suporto ver-te brilhar.
Conclusões: Muitas vezes nos envolvemos em situações nas quais
nos perguntamos:
Por que isso me acontece se não fiz nada de mal, nem causei dano a
ninguém?
Certamente a resposta seria: Porque não suportam ver-te brilhar...
Quando isso acontecer, não deixe diminuir seu brilho.
Continue sendo você mesmo! Segue fazendo o melhor!
Não permita que te lastimem, nem que te retardem.
Segue brilhando e não poderão tocar-te... Porque tua luz
continuará intacta.
Tua essência permanecerá, aconteça o que acontecer...
Seja sempre autêntico, embora tua luz incomode os predadores!!


Tenha um fim semana abençoada !!!!!


Beijo no coração de todos.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Cartão de Visita




Carneiro fala sobre as dificuldades da profissão e comenta como é combater o crime em um Estado tão amplo como São Paulo. Ele critica ainda sociedade: "Fomos um dos últimos países a libertar os escravos e mesmo assim os donos dos escravos queriam indenização por isso. Nos anos posteriores os analfabetos foram e são explorados. Fazemos parte de uma sociedade elitista, sim."

Nascido no interior de São Paulo, Carneiro é polêmico ao falar também da relação entre polícia e imprensa: "É uma relação de amor e ódio. Quando um cachorro morde um homem, isto não é notícia. Mas, se um homem morder um cachorro, aí, sim, é notícia. Portanto, quando o policial faz um trabalho correto, não é notícia, mas caso apronte tem que ser notícia".



O Cartão de Visita vai ao ar neste sábado, às 23h55, na Record News.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

SABER VIVER É UMA ARTE!!!!

Por Max Gehringer.

Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço licença para lê-la na íntegra, porque ela nem precisa dos meus comentários. Lá vai:

"Prezado Max meu nome é Sérgio, tenho 61 anos, e pertenço a uma geração azarada. Quando eu era jovem as pessoas diziam para escutar os mais velhos, que eram mais sábios, agora me dizem que tenho de escutar os jovens porque são mais inteligentes.

Na semana passada eu li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa. Aprendi por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado peguei um papel e comecei a fazer contas, e descobri para minha surpresa que hoje eu poderia estar milionário.

Bastava eu não ter tomado os cafés que eu tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que eu comprei, e principalmente não ter desperdiçado meu dinheiro, em itens supérfluos e descartáveis.

Ao concluir os cálculos percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00 na conta bancária. Mas se tivesse sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?

Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso acho que me sinto feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje com 61 anos não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde, portanto viajar, comer pizzas e cafés não fazem bem na minha idade, e roupas hoje não vão melhorar muito o meu visual!

E recomendo aos jovens e brilhantes executivos, que façam a mesma coisa que eu fiz.

Caso contrário eles chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro, mas sem ter vivido a vida".

No mínimo, para pensar...

"Não eduque o seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas, não o seu preço"

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Permita-se ser imperfeita . . .

(Texto na Revista do Jornal O Globo)

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros..

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Três dias..

Cinco dias!

Tempo para uma massagem..

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.


Voltar a estudar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.


Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir.


Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'


Martha Medeiros - Jornalista e escritora